Pular para o conteúdo principal

Retrocesso no século 21

Estamos em pleno século 21 e cada vez mais vemos casos de feminicídio, submissão... E isso é algo que mexe muito comigo.
Como pode um homem ter essa autoridade pra levantar a mão para uma mulher, para agredi-la?!
Mulher tem que ser independente sim. Mulher não nasceu pra ser empregada de macho hipócrita. Qual o problema do homem levantar e por o seu próprio prato de comida? A mão vai cair? Qual o problema do homem lavar uma louça? Uma roupa? O homem não vive na mesma casa? Não usa roupas também?
Parece que estamos retrocedendo no tempo. Quando casamos e para que haja crescimento de ambos. E como o.homem cresce se a mulher faz tudo? Só há crescimento de um lado. E para isso não precisava casar, era só arrumar um serviço doméstico.
O homem precisa ser mais atuante. Essa coisa do homem ser o provedor da casa já passou a muito tempo.
A mulher precisa ser independente. Sair pra trabalhar sim. Ter seu próprio dinheiro. Ir comprar uma roupa sem ter que pedir dinheiro para o marido.
É aterrorizante olhar as manchetes dos jornais e ver o número de casos de homens que não aceitam a separação e infernizam a vida da mulher, até chegar ao ponto de agressão e o pior de mata-las por não aceitar o fim. Não é tão macho? Porque não a deixa seguir e procura outra. Ou vive sozinho até compreender o que é um relacionamento de verdade.
Ainda repetimos padrões ... Homens sendo filhos da puta com as mulheres e muitas dessas sendo submissas. ACORDEMOS todos. Ninguém é de ninguém. Temos apenas um "contrato" de parceria. Onde todos precisam de espaço, de independência... Precisamos nos dar oportunidade de conhecer mais aquela pessoa que queremos e/ou escolhemos para viver junto. E homens, façam seus papéis de homens e não de brutamontes, ignorantes. Vivemos uma nova era. A escravidão acabou. A submissão ainda existe por sua causa. Liberte. Aceite. Reinvente-se. E se descubra neste mundo novo. Compreenda que a mulher quando escolhe estar do seu lado, se dedica. E é necessário reciprocidade. Vivemos dias de relacionamentos descartáveis e agressivos. Precisamos mesmo disso? A mulher é muito mais forte e competente que o homem. Veja quantas e quantas não são abandonadas, cheias de filhos e se superam, dão a volta por cima. E o homem, pequeno, besta, preso... Querendo que a empregadinha, a submissão volte para atendê-lo. Arregasse as mãos homem. Vá lavar uma roupa. Vá cozinhar. Vá lavar louça. Cuidar da casa. Divida com aquela que você escolheu para compartilhar a vida, as tarefas do lar e outras mais. Se coloque, se apresente como homem. E não como um macho que fica sentado mandando, dando ordens. Mulher também tem autonomia.
Não é porque o camarada trabalha que ele tem poder sobre a mulher. Se ele coloca comida dentro de casa não faz mais que a sua obrigação. Porque nos dias atuais emprego não tá fácil não. Então compreender o mundo faz parte do processo.
A lei Maria da Penha tá aí. MULHER não se sujeite a relacionamento abusivo, a agressão... Não. Você é muito mais e vale muito. Não precisa de migalhas. Lute. Erga a cabeça. Não a submissão. Não a violência. Não a agressão psicológica. Não a agressão física. Lute!
Todos nós somos capazes de muito mais. TODOS nós somos capazes de melhorar e evoluir. Então vamos a luta, homens e mulheres. Vamos deixar para trás esses pré conceitos. Vamos nos reinventar. Vamos ser e fazer felizes. Está passando da hora.
Fé por um mundo melhor. Por um mundo justo. E pela autonomia das mulheres.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Tudo muda... e algumas marcas ficam.

Vivemos num turbilhão tão intenso que nem paramos para nós observar direito. Aí vem a vida e pá! Te paralisa para que você se análise.  No dia 12/02 senti muitas dores abdominais. E como muitos, me automediquei e pensei que fosse passar. Porém na sexta a noite a dor continuou e a minha barriga estufou. Corri para o pronto socorro para ver o que era. Fiz exames e a suspeita foi de cálculo renal. Não tinha ideia do que era isso, fiz muitas perguntas ao médico. E ele me acalmando, disse que era preciso primeiro fechar o diagnóstico para depois iniciar o tratamento correto, uma coisa de cada vez. Me encaminhou para o HPM, fiz exames e confirmado diagnóstico. O médico disse ser uma pedra pequena, preferia primeiro tentar a medicação. E assim foi por dois dias e nada. E no domingo operei.  E porque iniciei esse pensamento com a afirmativa de que tudo muda?!  Pois a reflexão que cheguei foi de que nós não nos damos o devido valor. Comemos besteiras a vontade sem pensar, não inge...

Um tal de 15/09

Dia 15 de setembro de 2021. Era pra ser uma data feliz, comemorativa. Nem ia fazer nada pra poder priorizar as contas e tal. Mas não poderia não fazer NADA. Afinal de contas são CINCO anos. Daí o trouxa aqui quando acaba de dar aula liga pro amor e diz pra ele descer em determinado lugar. O bonito põe pressão pra não demorar, que vai vim de ônibus direto e que não quer ficar esperando no ponto muito tempo. Ooookkkk. Corri e peguei o busão. Conclusão, cheguei lá primeiro e ainda esperei meia hora. Mas tudo bem. É dia de comemoração. Quando o bonito chega, falo pra ele que marquei ali por ter sido ali o nosso primeiro encontro. E fomos andando para o destino. Poreeeeem, por sorte ou azar eu errei o caminho e segui andando em frente toda vida e nada do lugar chegar. E quando me sou conta, sugeri que voltássemos. Aí a pessoa chega e me diz que não ia voltar aquilo tudo. Tudo bem. Não briguei, não fiz nada. Apenas disse: então vamos para casa. E seguimos até a rua do ponto de ônibus. Chegan...

(Neuro)Psicopedagogia e sua desvalorização

     A psicopedagogia é um campo de conhecimento que emerge da integração entre pedagogia e psicologia. Este campo de mediação também é influenciado pela psicanálise, linguística, semiótica, neuropsicologia, psicofisiologia, filosofia humanista-existencial e medicina. Existem dois ramos principais na psicopedagogia: a institucional e a clínica. A psicopedagogia institucional visa aprimorar a relação entre professores e o processo de ensino-aprendizagem, visando melhorias na instituição escolar e na resolução de problemas de aprendizagem. A psicopedagogia clínica está fortemente ligada à psicologia educacional, que possui uma aplicação prática significativa. Trabalhando no desenvolvimento de habilidades e potencialidades de cada um, possibilitando o desenvolvimento de sua autonomia e inclusão. A psicopedagogia se distingue da psicologia escolar em três aspectos principais: Origem: A psicologia escolar busca entender as causas do fracasso de algumas crianças no sistema esc...